19 de jan. de 2007

«Vingança»


Pobre alma, pobre nulidade,
Desejar amar-te,
Receber desprezo,
Pobre de amor, rica de solidão,
Rodeada de dor, só na multidão!
.
Tu és causador disto tudo ...
És soldado que crava lanças de vingança,
És senhor de quem despedaças,
Pobre de mim fracassada,
Pobre de mim sombra do nada!
.
Vultos alvos entre o arvoredo da vida,
Pedra escura da estrada do meu fado,
Passos surdos da caminhada para o eterno,
E eu sou ... alvo de vingança preparada,
Ninho de traição apunhalada.
.
Sou risco na tua alma,
És cor da minha vivência,
Sou pedra na tua estrada,
És caminho da minha esperança!
És tudo e eu sou nada!
.
Apagas sombras no teu andar,
Esquece as memórias inesquecíveis,
Cura as mágoas do teu outrora.
Acredita que o que fui, esqueci,
Para abraçar-te e apaixonar-me por ti!

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Aquela a quem as frases molham o rosto....
Aquela a quem o vento da página sacode o cabelo...
Aquela que ama a arte de juntar pequenas gotas,
Que são palavras,
E que se deixa regar de sabedoria!

Sou eu...
Aquela que ama a arte de desenhar...
Com pena ou caneta...
No papiro ou no papel
Pequenos soluços e desabafos
Que mais tarde serão lembrados
Pela brisa ao virar de cada página!

Sou eu...
Aquela que ouve cada frase
Dita pelo sabor do vento de cada volume escrito
Pelo seu autor nunca esquecido!
E para sempre padroeiro da palavra!

Amo e amarei tudo o que será exposto em papel!

Sou assim...

Mónica Lapa

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